Eis que num momento de profunda intolerância, pensamos o que deve ter de divertido por esse mundo afora.
A vontade de viajar, conhecer novos lugares, culturas e pessoas diferentes nos impulsiona a esse vício maravilhoso pela aventura. O ser humano que já foi nômade e hoje é obrigado a se fixar e realizar os desejos da sociedade, que o prende em seu local. Pobres dos macaquinhos pelados que se vêem numa selva de concreto e fumaça, achando que a única diversão está em se sentar de fronte a uma caixa que emite imagens de nádegas balançando ao som de ritmos estranhos, onde o respeito pela pessoa já era. Ou serão os 22 semi-analfabetos correndo atrás de uma esfera de couro, ao som de gritos de palavrões e ofensas de uma multidão que ameaça, por pura falta do que fazer, aqueles que torcem pelas cores diferentes das suas.
Um sentimento sempre me corroeu desde a mais tenra infância:
"Como será o resto do mundo?”
A necessidade de conhecer cada detalhe daquilo que nos cerca impulsiona a sede que ficou adormecida durante muitos anos, enquanto folheava as enciclopédias, fonte máxima do saber antes de tomar conhecimento da internet, sonhava em passeios por Paris, Milão, Londres, Cairo, Abu Dabi, Bagdad, Tokio, Beijing...
O que se passa pelas cabeças dos habitantes do mundo? O que acontece?
Uma nova vida a cada porto ou estação, os sonhos com descobertas arqueológicas de sociedades extintas? Por que se extinguiram? O que tinham de melhor? O que podemos melhorar? Qual o cume da evolução?
Megalomaníaco? Nada! Hum, talvez um pouco...
Tá bom, sou sim!
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